Escuta Pública amplia voz da cultura em São Luís
O Plano Municipal de Cultura de São Luís avança com a participação direta de artistas, mestres da cultura popular, coletivos e fazedores de cultura da cidade. A Secretaria Municipal de Cultura de São Luís (Secult), em parceria com o Conselho Municipal de Cultura (Comcult) e o Comitê de Cultura do Maranhão, iniciou em outubro uma série de encontros que começaram pela região Centro da capital.
Na manhã deste sábado (7), a sede do Boi Pirilampo será o ponto de encontro para a segunda escuta territorial, focada na região da Cohab. O espaço servirá para debates e dinâmicas que buscam mapear as demandas e o potencial cultural local, envolvendo moradores e agentes culturais da área.
Diretrizes culturais guiadas pela participação territorial
Essas escutas públicas têm o objetivo de coletar propostas diretamente dos territórios para orientar a política cultural da cidade para a próxima década. Através de palestras e atividades participativas, a população ajuda a definir prioridades, metas e ações que comporão o plano.
Embora a escuta seja direcionada aos bairros da Cohab, fazedores de cultura de outras regiões também podem participar em qualquer etapa, garantindo uma visão plural e representativa.
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Bairros envolvidos na segunda escuta pública
A área contemplada nesta etapa inclui bairros como Cohab, Cohatrac, Maiobinha, Forquilha, Planalto Anil, Cruzeiro do Anil, Anil, João de Deus e arredores. A diversidade dessas comunidades reforça a importância de captar as particularidades culturais que definem cada espaço.
Vozes locais destacam protagonismo cultural
Para Thaís Lima, vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura, ouvir os agentes culturais é fundamental para que o plano represente a realidade local. “O Plano Municipal de Cultura precisa ser construído a partir do território, com a escuta de quem produz, preserva e movimenta a cultura em São Luís. As Escutas são espaços para que a classe artística apresente suas demandas, desafios e propostas, transformando essas contribuições em diretrizes para uma política cultural democrática e contínua”, afirma.
Na mesma linha, Nadir Cruz, coordenadora do Comitê de Cultura do Maranhão, ressalta a riqueza cultural da capital e a necessidade de considerar as especificidades de cada região. “São Luís possui uma diversidade cultural enorme, com histórias, expressões e saberes próprios em cada território. Por isso, é essencial uma escuta ampla, territorializada e participativa. O objetivo é que artistas, mestres, grupos, coletivos e trabalhadores da cultura se reconheçam no Plano e entendam que suas contribuições são decisivas para a política cultural do município”, destaca.
Agenda cultural e próximos passos do Plano
A abertura da segunda escuta terá a palestra “Memória, Participação e Futuro: Reconstruindo o Plano Municipal de Cultura de São Luís”, apresentada por Elizandra Rocha, atriz, produtora cultural e ex-gestora da Coordenação de Políticas Públicas da Func. O público também poderá acompanhar apresentações culturais do Boi Pirilampo e de Zequinha de Coxinho, representante do Boi de Pindaré.
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Após as oito etapas territoriais, todas as propostas serão reunidas para identificar prioridades comuns, que serão discutidas na Conferência Municipal de Cultura, prevista para o início do próximo ano. Em seguida, o plano seguirá para tramitação na Câmara Municipal, com posterior sanção e publicação pelo Poder Executivo.
Plano Municipal alinhado ao Sistema Nacional de Cultura
A construção do Plano Municipal de Cultura segue as orientações do Sistema Nacional de Cultura (SNC), que promove a cooperação entre poder público, conselhos de política cultural e sociedade civil. Baseado no Marco Regulatório do SNC (Lei nº 14.835/2024), o Plano visa garantir a continuidade das políticas culturais, independentemente das mudanças governamentais.
Essa iniciativa reafirma o compromisso da gestão cultural de São Luís em construir uma agenda participativa, alinhada às demandas dos territórios, que fortaleça o acesso e a circulação cultural na capital maranhense.
