Investigação Sobre Estupro Coletivo em Alcântara
A irmã de uma adolescente de 17 anos, que supostamente foi vítima de um ato análogo ao estupro coletivo em uma escola pública de Alcântara, a cerca de 30 km de São Luís, denunciou a negligência da instituição em relação ao ocorrido. A Polícia Civil do Maranhão está conduzindo uma investigação sobre o caso, que levanta questões sérias sobre a segurança e a comunicação nas escolas.
De acordo com a mulher, que preferiu permanecer anônima, a administração do Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira falhou em tomar as devidas providências após o incidente. “Se dependesse da diretoria, provavelmente não teríamos descoberto o que ocorreu. Minha irmã foi ameaçada e não imaginava que isso poderia acontecer”, comentou. A adolescente, que enfrenta dificuldades pessoais, foi abordada por quatro colegas durante as aulas.
Os quatro suspeitos, todos adolescentes, e a equipe gestora da escola ainda não prestaram depoimento. A polícia anunciou que as intimações devem ser iniciadas no dia 22 de abril, após o feriado de Tiradentes. O crime aconteceu na segunda-feira, 13 de abril, mas somente na sexta-feira, 17 de abril, a polícia foi informada sobre a situação. A Delegacia de Polícia de Alcântara ressaltou que a escola não notificou o procedimento e não acionou o Conselho Tutelar, o que é uma exigência legal.
Relato da Vítima e Circunstâncias do Crime
No boletim de ocorrência registrado, a jovem relatou que foi abordada por seus colegas dentro da escola, um deles chegou a oferecer R$ 100 para que ela se envolvesse sexualmente com outro estudante. Ao recusar a proposta, um dos adolescentes a ameaçou, dizendo que denunciaria sua suposta infração por estar usando o celular na escola.
Segundo a vítima, ela foi levada para uma sala onde teria ocorrido o estupro, com um dos adolescentes filmando a ação, enquanto os outros dois seguravam a porta, impedindo a saída dela. As gravações do ato foram compartilhadas em grupos de mensagens instantâneas, amplificando ainda mais a gravidade da situação.
A Investigação em Andamento
A delegada Samira Fontes, responsável pelo caso, informou que a polícia aguarda os resultados dos exames de corpo de delito realizados pela adolescente, que servirão como evidência para determinar a participação de cada suspeito no crime. “Os quatro adolescentes já foram identificados. Estamos aguardando os resultados dos exames e a oitiva dos gestores da escola e dos adolescentes envolvidos para esclarecer a situação”, afirmou Fontes.
O Conselho Tutelar de Alcântara está prestando apoio psicossocial à vítima, conforme a legislação vigente. O caso também está sendo analisado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que acompanha a investigação para garantir que todas as medidas adequadas sejam tomadas.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) divulgou uma nota expressando seu compromisso com a apuração da denúncia, informando que já foram realizadas escutas com familiares e estudantes para esclarecer os fatos. A administração destaca a importância de um ambiente escolar seguro e de apoio.
